
Chovia
Logo na chegada me deparei com o estacionamento debaixo d’água. Estacionei na última vaga antes da lagoa que se formava. Mas isso nem foi surpresa, já que sempre que chove mais forte fica difícil chegar ao estádio. O problema estava do lado de dentro, mais precisamente no gramado onde seria realizada a partida.
Acho que nunca havia visto um campo em tão precárias condições de jogo. Duas horas antes da partida funcionários do Internacional tentavam a todo custo escoar com rodos a água que formava poças no Beira-Rio (diga-se de passagem, o estádio com o melhor gramado do futebol brasileiro, de acordo com os próprios jogadores que disputam a competição nacional, em eleição realizada no ano passado). Tudo em vão. À medida que eles se esforçavam, a chuva teimava
O árbitro Sandro Meira Ricci vistoriou o gramado antes da partida e apesar do cenário totalmente contrário à prática do futebol, entendeu que havia plenas condições de jogo. Impossível entender tal decisão, mas hoje, analisando a situação, lembrei que o Inter está (ou estava) na luta pelo título do Brasileirão e que um resultado como o de ontem poderia deixar esse sonho bem mais distante. E mais próximo para as equipes paulistas que também estão na luta (não podemos esquecer que em 2005 uma manobra da arbitragem brasileira tirou o título do Inter e colocou de bandeja nas mãos do Corinthians).
Não houve, de modo algum, futebol entre Inter e Flamengo. A bola parou mais nas poças de água que nos pé dos jogadores, que giravam de um lado para o outro sem conseguir concretizar uma jogada. Jogo feio, truncado, sem qualquer emoção. Sem dúvidas, a pior partida de futebol (que mais lembrava um pólo aquático) que já vi em toda a vida. E mais uma prova de que a arbitragem brasileira não prioriza o bom futebol. E debaixo de tanta chuva, o único que saiu satisfeito do estádio foi Paulo Cezar Guterres Ritta, o Sócio Símbolo 100 mil do Internacional.
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